O que aprendi trabalhando na construção para ser um melhor Web Designer?

Você pode estar se perguntando, o que um Web Designer foi fazer na construção, batendo massa, colocando piso no chão, na parede, usando a sua pior roupa, mas irei nas linhas abaixo mostrar essa relação, e o que aprendi em 3 meses trabalhando nos Estados Unidos na construção civil, mais especificamente “helper“, conhecido como servente ou ajudante de pedreiro.

Após 10 meses em Dublin trabalhando como designer, com passagens em duas empresas e fazendo freelas, ainda não estava satisfeito e buscava uma empresa com mais segurança do que fazer freelances para clientes que mais querem te explorar.

A convite de um grande amigo, fui parar nos EUA. A ideia foi “dar um tempo”, trabalhar na construção com ele, fazer uma grana, passear e quem sabe fazer uns sites. Aconteceu um pouco de tudo, trabalhei na construção, fiz passeios e bons negócios como freelancer. Tive a oportunidade de gerenciar um importante projeto na web, alem de desenvolver 2 websites, toda essa experiência em meio a duros trabalhos na construção.

Qualquer trabalho que se inicie é preciso de estudo, seja para um projeto online como desenvolvimento de um site, ou simplesmente bater massa. As vezes, o responsável em fazer o piso vai lhe pedir para bater a massa, que basicamente é colocar uma quantidade do cimento em pó num balde, misturar com água e bater. O ponto é, alguns vão querer que essa massa seja mais consistente,  outros que essa massa seja mais aguada, vai depende do piso, da cerâmica, ou as vezes até do gosto pessoal de cada profissional que lhe pede.

Atender a expectativa de quem passa o serviço é essencial para o sucesso da obra, seja um site ou um belo quarto com pisos bem alinhados entre eles. Passando para o mundo digital, passamos também pelas mesmas etapas, mas as vezes esquecemos de entender o cliente, como ele gosta, o que ele espera, e assim, muitas vezes o cliente não aprova, pede ajustes, ou ate mesmo, na pior das situações, demolir e começar do zero.

Pisos de cerâmica bem assentados requer cuidados, talvez você não tenha ideia o trabalho que seja, mas ali, estamos lidando com planejamento, matematica, o que envolve alinhamento, espaçamento e nivelamento, alem de muita paciência.

Ao contrario dos códigos, onde um erro você pode contornar com um “control+z” ou “cmd+z”, nas obras isso representa muitas horas de esforços em vão, um erro de medidas por exemplo, pode fazer com que aquele piso que você passou o dia inteiro assentando, seja retirado, e agradeça caso o cimento ainda não secou.

Não estou diminuindo o trabalho do programador, já passei dias quebrando a cabeça para resolver um enigma em CSS, e sei o quão trabalhoso e desenvolver um portal com inúmeras funcionalidades. Quantas vezes achei entediante ter que colocar as “tags” (paragrafo) e
(quebra de linha), em longos textos enviados pelo cliente sem formatação, ou quantas vezes fiquei enfurecido quando um site visualizava legal no Iphone mas não no Android e você não descobre o motivo.

O grande aprendizado é saber que nossos problemas ao desenvolver um site podem ser encarados como um desafio, e não como algo “chato”, assim aprendi a ter mais paciência e cuidado, buscar entender o cliente, assim como o pedreiro gostaria que você batesse a massa, alinhar as imagens, com o mesmo cuidado que se alinha os pisos, acredito que assim, seja possível construir algo de valor, seja um prédio, seja um site.

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Responsivo é nossa responsabilidade

Responsive is our responsibility: English Version

Me chamou atenção quando eu vi um anúncio de uma pagina que desenvolvia websites, e nele dizia que eles desenvolviam sites responsivos.

No “boom” dos sites responsivos, era comum alertar os clientes sobre essa nova possibilidade, e na medida em que smartphones e tablets foram se tornando cada vez mais populares, web designers e desenvolvedores front-ends, buscaram se atualizar para oferecer uma melhor experiência do usuário.

Mobiles e tablets estão cada vez mais acessíveis, conseguimos um SmarthPhone por preços muito convidativos, acesso a Apps que facilitam nossas vidas a ponto de muitas vezes optarmos em resolver tudo por ele ao invés de abrir o notebook, quiçás ligar o bom e velho PC com aquele Ruindows desatualizado que demora 10 mil anos para abrir qualquer coisa.

Entendendo este crescimento, desenvolver sites que se adaptam em qualquer formato de tela, se tornou cada vez mais comum, e depois de quase 8 anos desenvolvendo sites assim, já não vejo como necessidade de colocar na descrição do orçamento, não sendo um recurso a mais para oferecer, responsivo é nossa responsabilidade, desculpe o trocadilho.

Pessoas já esperam que os sites sejam responsivos,  assim como ao comprar um carro, esperamos que eles venham com os 3 retrovisores, um no meio na parte interna, e 2 externos em cada lado.

Antigamente, retrovisor do lado direto era considerado opcional de luxo, hoje é obrigatório, pois influencia na nossa segurança, assim deve ser encarado os sites ao desenvolvermos, ser responsivo como um item obrigatório para o usuário navegar no seu site sem acidentes que possam leva-lo a desistir dela.

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My UX Design experience in Ireland

This week I finished the training course in UX Design that happened at the city of Dublin. It was two days of learning with a nice group and a experienced professional in UX Design.

During these two days I could understand a little about the daily life of an UX Designer in agencies, dealing with different scenarios and situations, usability test, technics and strategies to catch the user’s attention and make everything easier for him.

These procedures are extremely important to the goals of a company and offering a good user experience to this user, you are making sure he will be happy about your product and get involved to it.

As a internship in a company based in Dublin, I will try to put in practice some of my experience and make things happen.

Every week I’m going to write some of my adventures here, saying about my experience as graphic designer here, and some other things. Keep in touch 🙂

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Obrigado pela Moral

maio-amarelo-wagner-rosati

Esta semana recebi do Observatório Nacional de Segurança Viária, uma medalha de reconhecimento ao meu engajamento ao movimento Maio Amarelo, importante ação nacional no combate a redução de acidentes no trânsito e educação.

Desde que criei o BuracosMT em 2011, comecei a ter uma atenção especial a questão da educação para o trânsito, e a página que era focada apenas em buracos nas ruas, se transformou num espaço de denuncias e flagrantes de irregularidades no trânsito, e hoje de certa forma, ajuda a provocar uma reflexão das nossas atitudes nas ruas.

Também através do BuracosMT tive a ideia de criar o Vá Nesta Direção, já início 2013, e nele pude praticar meu lado publicitário, colaborando para a educação no trânsito. Meu contato com o Movimento Maio Amarelo nasceu nesta época, quando eu buscava informações e referencias sobre projetos focados na educação no trânsito, e assim nasceu este primeiro contato, onde através do VND, eu compartilhava posts do Maio Amarelo, e eles também os nossos posts.

Vá Nesta Direção, assim como o BuracosMT não são projetos que eu “seguro nos dentes” sozinho. Mesmo não sendo veículos que se sustentam financeiramente, tenho amigos que acreditam e tem o mesmo propósito de ajudar a fomentar sobre o tema, e estão sempre me apoiando, dando idéias e colaborando, em especial Walber Desto, que se eu pudesse repartia essa medalha com ele.

Desta relação nasceu o convite para representar o Maio Amarelo no estado de Mato Grosso, e desde então mantemos esta relação positiva e colaborativa para fortalecer nossas mensagens, onde o foco é a educação no trânsito.

Apesar desta medalha ter sido endereçada a minha pessoa, considero o engajamento de todos que fazem parte deste movimento, e como eu “disse” no Facebook: Obrigado pela moral Maio Amarelo!

 

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Vegano chato nas redes sociais

VEGANOCHATO

É comum em redes sociais pessoas publicarem seus pratos gourmets, ou um simples almoço do dia dia, mostrar o quão estão felizes ao publicarem aquela picanha que dizem ser suculenta por causa do sangue que ainda escorre misturado ao sal grosso e os demais temperos.

Seja no churras “cozamigos” ou no jantar em família, há sempre uma foto com algum prato carnista, quando não, a ostentação do bacon….”nham nham”, “não vivo sem”.

Abriu uma hamburgueria nova na cidade lá estão eles fazendo selfies com aquele burguer fodástico cheio de condimentos calóricos, okay, não sou nutricionista de ninguém aqui, coma e seja feliz, mas o ponto não é este, ainda.

São diversas publicações nas redes sociais, e conversas nas mesas com os amigo que abordam assuntos sobre alimentos em geral, e isso é absolutamente normal, pois faz parte do nosso dia dia, mas as pessoas esquecem isto, e basta um vegano opinar para se tornar um ativista chato.

Comedores felizes de carne animal parecem que tem uma tolerância abaixo de zero quando um vegetariano publica seus pratos nas redes sociais ou quando comenta sobre o leite da vaca ou a vida confinada de aves que vão para o abate, e logo são rotulados como chatos.

Lembro que no grupo de amigos que faço parte no “whatsapp” onde diversos assuntos são colocados em “pauta”, fui rotulado com um destes “só fala nisto” ou “você ficou chato depois que virou vegano”.

Na hora achei estranho, parei para pensar se era realmente isto, dei uma navegada pelas conversas antigas do grupo e não havia encontrado qualquer manifestação minha sobre o assunto, além de conversas que por ali rolavam, e até ignorando pequenas provocações, aquelas bem sutis mas que são tão idiotas que não merecem respostas, então.

Bastou um “A” sobre alimentação vegana que eu virei o inimigo número 1, o chato que só fala disto, mas o curioso disso tudo é que o grupo era repleto de fotos de churrascos, e conversas sobre comidas, e o quão bom estava a costelinha.

Sou publicitário, vira e mexe publico em minha timeline assuntos referentes ao meu trabalho, seja um trampo novo que eu realizei, ou um projeto que estou envolvido. Gosto de ter um retorno, e sei ouvir as críticas, mas isto não acontece.

Geralmente estas publicações passam direto, pois para as pessoas não importa o que você faz, a não ser que eu publique um porco levando uma facada no pescoço enquanto o sangue escorre e ele se debate no chão, ai você virou o ativista chatão, e nem precisa ir muito longe, basta publicar um prato vegano para chover alguns palpites e comentários idiotas, “bacon, nhan nhan”.

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Face ou Filho?

faceoufilho

Sem dúvidas ter uma página do Facebook é importante para você que tem algum projeto, seja na web ou no mundo físico. Antigamente dizia-se que ter uma empresa física e não estar na internet é como se não existisse, hoje eu digo que estar na internet e não estar no Facebook também é não existir.

Porém como nos dois ambientes, é preciso trabalhar para que estes projetos prosperem de maneira positiva, e é ai que muita gente acaba morrendo na praia. São inúmeras Fanpages desatualizadas, empresas com nome no mercado mas com publicações feitas por último em 2012, em pleno ano 2016.

Empresas entram no Facebook por modismo e se comportam em comodismo. Acreditam que estar no Facebook basta, e deixam de cuidar do “filho” que acabara de nascer. Assim como uma criança recém nascida, é preciso alimenta-la, dar carinho e esperar crescer forte e saudável, e se assim não for, cresce uma criança fraca, sem rumo, e mal educada, e é assim que devemos encarar nossos projetos na internet, principalmente aqueles que estão nas redes sociais, onde requer maior cuidado, pois o dinamismo desses novos tempos pede que seja assim.

Uma criança demora para atingir a sua maturidade, é preciso saber educar, ter paciência principalmente, não será de um dia para o outro que você verá seu filho se destacar na escola, ou nos esportes, ou seja qual for a área que ele escolher, se não tiver uma boa base de educação isto pode demorar muitos anos, e até mesmo não acontecer, e é assim que deve também ser encarado as redes sociais.

Estar diariamente ali se mostrando presente, levando conteúdo com qualidade, mesmo que seja apenas para seu único seguidor da página. Vejo que muitos pessoas que trabalham com social media deixam de publicar por terem poucos seguidores, alegando que ninguém vai ver, mas isto é um erro.

É preciso publicar independente do número de seguidores que você tenha, pois o que vale é o conteúdo. Se uma pessoa se interessa por um post que você criou, já é um sinal que outras pessoas possam gostar, e é ai que você vai criando o seu publico e seu “filho” começa a tomar corpo até virar um adulto inteligente e saudável, mas isto depende do pai que está por trás. E então? que tipo de pai você é?

Wagner Rosati
Publicitário e idealizador dos projetos BuracosMT e Vá Nesta Direção

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Puzzle Design

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Sabe quando nós designers criamos uma arte e empolgados apresentamos para o primeiro amigo que estiver na reta, esperando uma reação de aprovação, como se fosse uma piada na espera de um sorriso?

Então, quando isto não acontece, parabéns, você acabou de criar um “puzzle design”.

Criatividade não se resume a uma idéia divertida e um gráfico bem trabalhado nos moldes flat design, se não souber casar conceito com imagem e criatividade, seu trabalho dará trabalho para entender.

Assim como um quebra-cabeças, você só irá entender a imagem como um todo, quando as peças estiverem montadas.

No design acontece a mesma coisa, as vezes você tem todos os elementos na tela, mas se não souber equilibra-las, a mensagem não chega.

Um “puzzle design” tem todo potencial para ser um design espetacular e criativo, mas uma vírgula no lugar errado, uma fonte não adequada, uma imagem ou posicionamento infeliz, podem tornar seu “filho” o “patinho feio” da criação.

Antes de sair criando por ai, juntando elementos “fofinhos” com fontes “legalzinhas” se pergunte: Será que as peças estão montadas direitinho? Caso não, volte a ser criança, brinque um pouco mais.

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